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domingo, 18 de maio de 2014

E as estrelas, quantas são? - Giulia Carcasi

 


Pra falar a verdade, li esse livro no finalzinho de 2011 e me sinto culpada por não ter divulgado muito desde então. Sou daquelas que, quando lêem algo muito bom, saem contando aos quatro ventos, querendo que todo mundo leia também. Mas por nenhuma razão específica, nunca falei dele (acho que só para a Garota A) até agora.

 
Pelo nome dá pra sacar que a autora é da terra da pizza, né? Giulia estudava medicina e, aos vinte e poucos anos, publicou seu romance de estreia (o livro do qual vos falo haha) que ficou entre os mais vendidos na Itália.
 
O livro tem duas capas, isso por que o verso também é capa, de cada lado uma foto e o nome dos protagonistas. No lado amarelo temos Alice e no azul, Carlo.



Tímida, insegura, com poucos amigos, relação conturbada com a família e meio nerd, assim é Alice, uma estudante do último ano do colégio. Logo nas primeiras páginas você percebe que ela evita o contato com os colegas, seja por não ter nada a ver com eles ou por medo de comprometer sua reputação - como é o caso de Carlo. Isso até um dos caras mais gatos do colégio, típico bad boy, parecer estar interessado nela.


Até aí tudo ok, nada muito diferente, certo? Comecei a leitura pelo lado amarelo da Alice e já estava gostando bastante, até derrubar o livro sem querer. Então percebi que o outro lado, o lado azul do Carlo, estava escrito de ponta cabeça! Fui olhar e vi que a história é contada pelos dois protagonistas, basta virar o livro.     
 
Virei o livro e iniciei a leitura do lado azul do Carlo que, com os óculos quebrados, o cabelo bagunçado e as notas excelentes, paira entre ser invisível e ser intimidado. Fica claro, logo no princípio, que Carlo sente algo por Alice, mas a timidez e o medo da rejeição o impedem de tomar uma atitude. Como Alice, Carlo se envolve com uma das garotas mais populares da escola e esse relacionamento afeta não apenas suas roupas, como também sua forma de lidar com o mundo à sua volta.
 
 
Adorei essa sacada da autora, tornou a narrativa mais completa. Não é cada um narrando um capítulo da mesma história, já que cada um conta apenas a sua própria história, como dois livros diferentes com pontos em comum.  Em alguns momentos as cenas se repetem e podemos vê-las por duas óticas distintas, o que é ótimo, pois fica mais fácil entender os motivos que os levaram a tomar certar atitudes.
 
Com personagens bem escritos, as mudanças sofridas por ambos os protagonistas são sutis e trabalhadas de forma natural, sem que a história fique forçada. Aliás, é bastante fácil se identificar com a mesma, o que dá ao livro aquela sensação de familiaridade.
 
Apesar da história um tanto lenta, o livro se torna dinâmico graças a dupla narrativa. A graça do livro está aí, no fim você se vê realmente envolvido com os dois, Alice e Carlo, e bate aquela depressão típica de fim de livro...
 

Seak Peek da Alice:

"Meu pai me olha preocupado, depois sorri.
- Sabe, Alice, de um jeito ou de outro, tudo passa...
- Mas pai, é só o meu rímel!
- Sim, entendi, mas quero dizer que ainda que esteja queimando agora, você vai ver que daqui a pouco essa queimação vai embora. Agora você chega em casa, enxagua o olho, amanhã você enxagua outra vez e vai ver como passa. Tudo passa...
- Até o amor passa, pai? Até isso?
Ele fica sério e dá um suspiro.
- Pense em tirar o rímel agora.
O tempo nos prega umas belas peças, corre para a frente e depois volta para trás. E eu sou novamente a menina de cabelos cacheados e louros que segurava o joelho esfolado enquanto seu papai lhe dizia:
- Já vai passar... Já vai passar.
Vai passar."


 
Sneak Peek do Carlo:
 
"Quando cansamos de caminhar, nos sentamos na grama.
Eu queria tanto beijá-la... Agora. Eu me aproximo e a beijo.
Um beijo escondido, porque eu não consigo vê-la com toda aquela escuridão. Só vejo seus olhos e seu sorriso de porcelana.
Depois ela se afasta:
- Uma gota.
Uma desculpa mais esfarrapada do que esta ela não podia encontrar para se afastar de mim.
- Sério, Carlo, está chovendo.
- Essa é boa! - me sinto como um palhaço, e já me levanto para ir embora.
Então eu mesmo sinto uma gota.
A irrigação automática do jardim nos surpreende enquanto estamos ali. Está chovendo só para nós, como se o céu quisesse nos dar um presente, exclusivo.
Ela está com o cabelo todo molhado. Abre os braços e dá mil voltas."
 
Ficha técnica:
 
Título: E as estrelas, quantas são?
Autora: Giulia Carcasi
Editora: Planeta
Páginas: 158 no lado da Alice | 114 no lado do Carlo

Agora eu pergunto: E as estrelas, quantas são?


Postado por Garota B.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Livros: O Circo da Noite

Um dos maiores prazeres dessa vida, sem dúvidas, é ler. Acho incrível quando alguém consegue nos transportar através de mundos diferentes, nos fazer sentir emoções e sensações tão intensas quanto sentimos em nossa vida real. É maravilhoso quando nos sentimos conectados com determinado personagem, até passando a pensar e agir não só como ele, mas com ele.Eu não consigo ficar sem um livro do lado e sempre carrego um na minha bolsa, os pocket books estão aí pra isso! 

Recentemente eu estava de passagem por uma livraria e O Circo da Noite me chamou a atenção pela capa. Estranhamente ele estava na parte de uma coleção de pocket books de capas cinza claro padronizadas, um fundo preto dificilmente passaria despercebido naquele meio.


A sinopse me fez querer abrir o livro, sentar em qualquer lugar da livraria e começar logo a ler:
" O circo chega sem ser anunciado. Simplesmente está lá, quando ontem não estava. Um cartaz diz: "Abre ao cair da noite, fecha ao amanhecer". Entre nas tendas. Passeie por um exuberante Jardim de Gelo. Assista maravilhado enquanto uma contorcionista tatuada dobra-se até caber numa caixa de vidro. E prepare-se para descobrir a magia que surge das pontas dos dedos de duas pessoas que se amam e cuja paixão proibida ameaça consumi-los."

Romance Proibido + Mistério + Mundo Fantástico. Alguém chamou o meu nome?

Celia e Marco foram criados para serem rivais em uma luta mágica através do Circo, seus treinadores há anos tentam provar que há uma superioridade de técnicas quando se trata de magia: qual seria a mais poderosa? A que está na mente ou a que se relaciona ao mundo físico? A arena da disputa, que é travada ao longo dos anos ,é o maravilhoso Circo, que por si só pode ser considerado um personagem da história por ser tão bem descrito por Erin e por ter  uma personalidade própria, não só para nós leitores, mas para todos dentro da narrativa.

Celia não é uma protagonista do tipo mocinha e inocente. Ele sabe o que quer, é determinada e vai atrás de seus objetivos, é forte e tem consciência disso, bonita, acaba por encantar todos a sua volta, mas o respeito só chega quando ela expõe a sua personalidade e tudo o que sabe fazer. Marco nos arranca suspiros e é do tipo mais delicado e gentil, mas nem por isso menos determinado, ele sabe que tem uma oponente e que deve derrotá-la, mas isso até descobrir o que acontece no final da batalha ... tcham tcham tcham tcham

O livro viaja pelo tempo e não há um presente situado, mas não é difícil de acompanhar, Erin deixa claro onde estamos e quando estamos, afinal, estamos também em uma tour com o Cirque des Rêves passando até pelo Cairo! Além disso, Celia e Marco não são os únicos que interessam nessa história. Bailey é um garoto do campo que sempre se maravilhou com o Circo, com as maçãs carameladas sempre no ponto certo e a maravilhosa sidra quente com especiarias. As comidas do Circo e o cheiro adocicado são tem bem descritos que nos fazem desejar intensamente passar pelo menos uma noite no local. E no final o garoto tem um papel decisivo nessa arena mágica. (E ele é uma criatura extremamente fofa e meiga!!!)

No inicio as frases curtas me incomodaram, mas depois você descobre que elas foram propositalmente pensadas. Cada ponto e cada final de frase servem como uma pausa pra você absorver o que tá sendo descrito, pra você se imaginar no Circo, naquela situação, naquele mundo maravilhoso. Não é simplesmente o tipo de coisa que você lê correndo sem prestar atenção no que está acontecendo em volta, você quer parar pra refletir, pra pensar no que você faria se estivesse ali dentro.

Super recomendo a leitura! E aviso logo que é difícil escolher a melhor atração do Circo, mas acho que fico com o Labirinto das Câmaras e vou deixar a descrição pra Erin mesmo, para cada um tirar a sua interpretação!

Os direitos já foram vendidos pra linda da Summit Entertainment, então em breve teremos a história nos cinemas, espero que não façam caquinha. Não há escolha de elenco ainda, mas estou ansiosa pra ver o Marco!! Breve pausa para pensar nos atores possíveis(...)

 Erin prometeu mandar um beijo e dar esse guarda-chuva estilo Mary Poppins  de brinde pra quem ler. Só que não.

Postado por garota A.


Séries: Girls

Da esquerda pra direita: Jessa, Marnie, Hanna e Shoshanna

Olá!
Vou resenhar sobre uma das minhas séries favoritas! Ok, confesso que não foi amor à primeira vista ao primeiro episódio, mas logo no segundo a Hanna me conquistou. 

Hanna é a protagonista, uma escritora de 20 e poucos anos que divide apartamento com a melhor amiga. A história começa quando os pais dela avisam que não vão mais sustentá-la. Sem dinheiro, sem emprego e apaixonada por um cara completamente sem noção (assistam e entenderão!) ela começa suas desventuras em Nova York. (invejinha.)

O que me encanta na Hanna é o fato dela ser a garota da casa ao lado. Nada a ver com o que você tá acostumado a ver na televisão. Baixinha, gordinha, mimada, insegura, preguiçosa e emburrada (sem mencionar o senso de moda inexistente), ela poderia ser qualquer uma de nós. 

Detalhe: A atriz que interpreta a Hanna, Lena Dunham, também é a criadora da série, além de dirigir, escrever, escolher a trilha sonora da série (óóóótima!), é uma das produtoras executivas. A menina é um gênio.

A série conta com mais três outras "girls": Jessa, Marnie e Shoshanna. Jessa é britânica e faz o estilo largado, meio hippie. Aparenta ser durona e é bem resolvida em relação a sexo. Marnie é a melhor amiga e companheira de apartamento de Hanna, é a mais chatinha/certinha/responsável do grupo (parece que as coisa tomarão um rumo diferente na segunda temporada, vamos esperar) e passa a temporada naquele drama de termina-não-termina o relacionamento de quatro anos com o namorado (que é um gato, principalmente depois que corta o cabelo). Por último e menos importante (true story) temos a Shoshanna, ou Shosh pros íntimos. A mais nova do grupo, a única que ainda está na faculdade, também é virgem, apesar de estar loooouca pra mandar seu hímen pras cucuias. Ah, ela é uma fã maluca de Sex and the City.

Falando em Sex and the City, as duas séries são constantemente comparadas devido as semelhanças na formação do elenco, locação, formatação, etc. Afinal, são quatro garotas, eram quatro mulheres. A cidade é a velha Nova York. As duas séries tem duração de meia hora. Sem falar na personalidade de cada personagem, podemos facilmente encontrar o "par" na outra série.

Seria apenas coincidência?

Bom, acho que cada série tem seu público e, sem dúvidas, me identifico mais com Girls. As duas séries são/foram ótimas e ponto.

E como toda série da HBO, pode esperar sexo, drogas e rock'n roll indie. Hahaha

Eis a trilha da primeira temporada, que já foi lançada em CD:

1. Robyn – 'Dancing on My Own'
2. fun. – 'Sight of the Sun'
3. Harper Simon – 'Wishes and Stars'
4. Santigold – 'Girls'
5. White Sea – 'Overdrawn'
6. Grouplove – 'Everyone's Gonna Get High'
7. Icona Pop – 'I Love It'
8. The Echo Friendly – 'Same Mistakes'
9. Belle & Sebastian – 'I Don't Love Anyone'
10. Fleet Foxes – 'Montezuma'
11. Oh Land – 'White Nights'
12. The Vaccines – 'Wreckin' Bar (Ra Ra Ra)'
13. Lia Ices – 'Love Is Won'
14. Michael Penn – 'On Your Way'


O drama leve e divertido de Girls caiu no gosto dos críticos, ganhou elogios e uma merecida segunda temporada. Aguardem, Hanna e cia. voltam dia 13 de janeiro para a minha nossa felicidade!

Um dos cartazes de divulgação da segunda temporada (adorei a frase):

Bem a cara da Hanna!

Postado por garota B.
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